
A escritora, comunicadora e jornalista Larissa Campos, que tem 34 anos, vive em Cuiabá e lança seu primeiro livro de contos chamado “A Casa do Posto”. O universo retratado pela autora se passa num posto de combustíveis em uma rodovia. O leitor é convidado a passear por uma casa improvisada e arredores, ocupados pelo gerente e sua família, além de motoristas, frentistas, cozinheiras, garçons, garçonetes, gente que passa e não volta, familiares que visitam vez ou outra.
Em seu instagram Larissa contou como surgiu seu lado autora, “A autora é, antes de tudo, uma sonhadora. É sim. Porque só pode ser sonho esse impulso que vem lá de dentro e sinaliza o que nos é mais íntimo. Mas isso não começou agora, nem em 2020 (quando passei a rascunhar as histórias de “A casa do posto”, meu primeiro livro solo). Ao olhar o passado, lembro da menina de 16 anos que criou um blog para compartilhar seus poemas e contos. O blog se chamou Laricota e, posteriormente, Malabarista de Palavras. Naquela época, eu devorava os livros de autoras como Clarice Lispector, Agatha Christie e Lygia Fagundes Telles. Motivada pelas coisas que lia, escrevia histórias e compartilhava com alguns (poucos) amigos. O gosto pela escrita conduziu minha vida em vários aspectos, inclusive em relação à escolha profissional (jornalista). No fundo, o desejo era trabalhar com algo que me levasse a escrever…”.
Foi em 2017, após terminar sua segunda faculdade (direito) que a escritora resolveu organizar e colocar a escrita como prioridade em sua vida, “A agenda diária passou a incluir cursos, oficinas, leituras e tempo para praticar. Esse é um ponto fundamental em tudo o que se deseja fazer bem: praticar. Desses momentos de estudo nasceram ideias que vou anotando para, no momento oportuno, colocar no papel”, contou.
O LIVRO – As histórias trazem bichos que encantam, como a lagarta-de-fogo do texto de abertura e a cobra de duas cabeças que aparece na sequência. Há mulheres em busca de alguma autonomia e dispostas a alterar a dinâmica daquele lugar masculino demais. Desenhos que ganham vida como num sonho, farsantes que se aproveitam da boa vontade alheia, criminosos à espreita, incêndios que ameaçam mandar tudo pelos ares, fantasmas na beira da estrada.
Larissa conta detalhes de como foi o processo de produção da obra, “… Escrever essas histórias foi divertido e emocionante, porque também se trata, de certa forma, do resgate da minha própria história. A Larissa que escreveu esse livro já foi (sempre será) a menina do posto, que aprendeu a andar de bicicleta no pátio repleto de caminhões e, naquele universo, teve a certeza de que gostaria de contar histórias. Lançar palavras no mundo é a magia que eu gosto e dividir isso com vocês ainda parece um sonho. Não tem preço…”.
“A casa do posto” é uma publicação do @seloauroras, da @editorapenalux, e se encontra em pré-venda (https://linkin.bio/laricampos10 )