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Saiba quem são os candidatos mais ricos de MT

Terceiro candidato a governador mais rico do país, Mauro Mendes (União) lidera chapa majoritária com maior renda declarada à Justiça eleitoral. Somando as declarações de bens de todos os integrantes majoritários (governador, vice, senador e dois suplentes) chegamos a pouco mais de R$ 531 milhões. O valor total pode acabar mudando, por conta de mudança prevista na 2ª suplência.

Enquanto isso, coerentes a ideologia da esquerda socialista, os integrantes da Federação PSOL-Rede, liderada pelo candidato ao governo Moisés Franz (Psol), são os mais pobres, somando “apenas” R$ 330 mil.

Cabeça da coligação “Mato Grosso Avançando, Sua Vida Melhorando” (União, Republicanos, PL, MDB, PSB, Federação PSDB-Cidadania, Podemos e Pros), Mauro viu seu patrimônio encolher R$ 4.459.535,78 (3,9%). Em 2018, quando foi eleito para seu primeiro mandato ao Paiaguás, Mauro disse ter R$ 113.453.806,96. Já neste ano, o gestor acumula R$ 108.994.271,18.

Companheiro de chapa outra vez, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) apresenta a terceira maior renda entre todos os candidatos do país, sendo que entre os vices, é o mais rico, com R$ 378.869.597,56.

Candidato ao Senado na chapa maurista, o senador Wellington Fagundes (PL) declarou R$ 9.070.350,18 em bens. Na lista de bens, uma aeronave de R$ 150 mil; quatro veículos que juntos valem R$ 661,6 mil e 218 cabeças de gado avaliadas em R$ 1 milhão.

Primeiro-suplente, o ex-secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho (União), enfrenta sua primeira eleição e é o mais rico da chapa, com R$ 22.840.461,79 em bens. Registrado como segundo-suplente, o produtor rural Joaquim Diogenes (PSB) tem patrimônio avaliado em R$ 11.313.167,87.

A chapa de Wellington deve sofrer mudanças, já que Diogenes demonstrou interesse em desistir da disputa, fazendo com que o grupo bata cabeça para encontrar um substituto.

A chapa majoritária do PTB, quem tem como candidato ao governo o pastor Marcos Ritela, soma R$ 31,5 milhões em bens declarados. Em sua primeira eleição, o postulante ao Palácio Paiaguás declarou R$ 995 mil em bens, sendo uma casa em Várzea Grande no valor de R$ 380 mil; outra no valor de R$ 185 mil; uma S10 financiada de R$ 150 mil; um terreno em Cáceres que vale R$ 100 mil e uma casa, também em Cáceres, de R$ 180 mil.

Vice do pastor, o empresário Alvani Laurindo (PTB) perdeu R$ 42.776.288 em dois anos. Em 2020, Alvani era filiado ao Novo e foi candidato a vice na chapa de Paulo Henrique Grando. Na ocasião, ele declarou possuir R$ 55.143.758,00. Agora, R$12.377.470,00.

Presidente licenciado da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan (PTB) declarou patrimônio avaliado em R$ 14.092.849. Disputando o Senado, tem como 1º suplente Jairo Tomio Ishikawa (PTB), que declarou R$ 1.884.561,84 em bens.
A empresária Gina Defanti (PTB) foi escolhida como segunda-suplente. À Justiça eleitoral, disse ter R$ 2.244.262.

Oposição

A coligação “Para Cuidar das Pessoas” (Federação Brasil da Esperança – PT, PV e PCdoB, PP, PSD e Solidariedade) tem como cabeça a primeira-dama Márcia Pinheiro (PV), que não tem bens em seu nome. A chapa junta chega a R$ 6,1 milhões em bens.

Vice, o engenheiro civil Vanderlúcio Rodrigues (PP) diz ter patrimônio avaliado em R$ 946.435,04. Entre os bens, um apartamento de R$ 246,4 mil.

Ao Senado, Neri Geller (PP) perdeu R$ 5,9 milhões (65,57%) de seu patrimônio em quatro anos. Em 2018, quando foi eleito deputado federal, o progressista tinha bens avaliados em R$ 9.018.296,15; agora tem R$ 3.160.353,20.

Primeira-suplente na chapa, a ex-reitora da UFMT, Maria Lúcia declarou patrimônio avaliado em R$ 1.314.441,37; pouco menos que em 2020, quando foi suplente de Valdir Barranco (PT) na eleição suplementar ao Senado – na época disse ter R$ 1.198.683,68.

O ex-vice-prefeito de Juína, Luiz Braz (PT), foi registrado como segundo-suplente. Nesta terça-feira (15), no entanto, foi substituído pelo presidente licenciado da Fetagri, Nilton Macedo (PT). A mudança ainda não aparece no DivulgaCand, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

À Justiça eleitoral, Braz declarou patrimônio de R$ 691.334,71. Em 2020, quando foi derrotado na tentativa de reeleição, tinha R$ 466.286,08 em bens.

Menor patrimônio

Liderando a chapa com menor patrimônio somado, Moisés tem R$ 115 mil, sendo uma casa de R$ 70 mil e um veículo de R$ 45 mil. Candidato pela federação PSOL-REDE, Moisés terá como vice o corretor de imóveis Frank Melo (PSOL), que declarou ser dono de dois veículos que juntos somam R$ 30 mil.

Em sua sexta candidatura seguida, José Roberto (PSOL) disputa o Senado e declarou patrimônio avaliado em R$ 125 mil. O montante é 19% maior que em 2018, quando disputou na 1ª suplência na chapa do Procurador Mauro (PSOL).


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